Avançar para navegação principal Avançar para pesquisar Avançar para conteúdo principal

Avaliação da qualidade de vida e dos comportamentos alimentares nas aminoacidopatias, em sócios da Associação Portuguesa de Fenilcetonúria e outras doenças metabólicas

  • Vera Lúcia Pinheiro e Silva (Aluno)

Tese do aluno: Dissertação de mestrado

Resumo

Objetivo: Avaliar a qualidade de vida e o comportamento alimentar nas aminoacidopatias, em sócios da Associação Portuguesa de Fenilcetonúria e Outras Doenças Metabólicas (APOFEN). Material e Métodos: Foram convidados todos os doentes portadores de aminoacidopatias, sócios da APOFEN no ano de 2020 (n=80), dos quais Participaram 34 doentes (42,5%) (24 com Fenilcetonúria, 4 com Leucinose, 3 com Tirosinemia tipo1, 1 com Homocistinúria Clássica), a quem foi aplicado um questionário de qualidade de vida da PedsQl e de avaliação de comportamento alimentar. Foi utilizado o teste de correlação de Spearman (rho), teste não paramétrico alternativo à correlação de Pearson para analisar a correlação das variáveis. Resultados: Os resultados encontrados mostram que sentimentos como medo ou tristeza estão fortemente relacionados com a integração na sociedade (nomeadamente o relacionamento com outras pessoas, a dificuldade em fazer amigos e o sentimento de inferioridade), bem como a relação na escola/faculdade/trabalho. O sentimento “medo” e a dificuldade em fazer amigos, apresenta a correlação mais forte, com um coeficiente de Spearman de 0,993. Por outro lado, a preocupação com o que irá acontecer e o facto de faltar à escola/faculdade/trabalho apresentam a correlação menos forte, mas igualmente positiva, com um coeficiente de Spearman de 0,594. Relativamente ao comportamento alimentar, apesar de se existirem diferenças de acordo com as patologias e tolerância das mesmas, verifica-se uma preferência de consumo de produtos hipoproteicos (leite, pão, cereais e bolachas) ao pequeno almoço e refeições intermédias e a preferência pelo consumo de batata e arroz às refeições principais (61% ao almoço e 55,1% ao jantar). Conclusões: Verificam-se correlações fortes, positivas e significativas em todas as variáveis estudadas. Verifica-se uma predominância do consumo de alimentos hipoproteicos, havendo, contudo, consumo de outro tipo de alimentos. Este estudo corrobora a importância de uma intervenção nutricional adequada, bem como de um acompanhamento médico direcionado a estes doentes de forma a potenciar a qualidade de vida global dos mesmos.
Data de atribuição13 jul. 2021
Idioma originalPortuguese
Instituição de premiação
  • Universidade Católica Portuguesa
SupervisorAna Maria Gomes (Supervisor) & Carla Alexandra da Costa e Vasconcelos (Supervisor)

Keywords

  • Aminoacidopatias
  • Qualidade de vida
  • Comportamento alimentar

Designação

  • Mestrado em Biotecnologia e Inovação

Citação

'