Os países frágeis representam um desafio complexo para os governos e para os tradicionais modelos de ajuda externa: estes estados continuam a lutar com a sua condição de vulnerabilidade e pouca resiliência. Quando todas as abordagens têm falhado, será que o empreendedorismo pode constituir a chave para o problema? Pouca pesquisa tem sido realizada à luz deste tema. Nós estudámos o que a presente literatura cobre sobre empreendedorismo e fragilidade, e fomos ver que diagnósticos conseguiamos adiantar com os dados disponíveis. Fizémos uma regressão linear múltipla usando três indicadores do World Bank Doing Business Indicators da secção de “Starting a Business”- número de procedimentos, custos e tempo necessário para abrir um negócio-, mais sete variavéis dummy referentes aos anos e tipo de país, para prever o State Fragility Index (SFI do Center for Systemic Peace). A amostra incluiu países fragéis, países que conseguiram recuperar e países de baixo rendimento que nunca experienciaram fragilidade no período de tempo entre 2004 e 2010. A par deste exercício realizámos várias entrevistas com professionais cuja área se relaciona com o nosso tema. Descobrimos que existem actualmente 28 países fragéis (de acordo com o SFI) e que estes têm mostrado pouco ou nenhum progresso nas últimas duas décadas. Para estes países a ajuda externa deveria focar-se em assitência técnica em vez de dispensar apoio financeiro. Esta assistência deveria ter como prioridade o mellhoramento da capacidade governativa local assim como o facilitamento do clima empresarial: na nossa regressão encontrámos que a variabilidade do SFI podia ser explicada em 86% pelas variavéis independentes, o que nos ajudou a concluir que deveria haver uma atenção redobrada em facilitar actividades empreendedoras. Com sucesso conseguimos construir um processo sequencial através do qual o fenómeno de empreendedorismo pode levar ao desenvolvimento sustentável de países frag+eis, e fizémo-lo com a ajuda duma framework. Para desenhar esta framework recuperámos ensinamentos de três modelos: o do Kauffman Foundation desenvolvido para o caso do Paquistão, o do Global Entreprneeurship Monitor e o trabalhado por Carre e Thurik (2002). Desta nossa pesquisa e framework construída retiramos uma conclusão que consideramos basilar para os novos tipos de abordagem a países fragéis: grande parte da resposta para estes estados reside na capacidade que a força empreendedora da população tem de levar o país em frente.
| Data de atribuição | 2012 |
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| Idioma original | English |
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| Instituição de premiação | - Universidade Católica Portuguesa
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| Supervisor | Susana Frazão Ferreira Fernandes Pinheiro (Supervisor) |
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Can entrepreneurship boost sustainable development in fragile countries?
Pereira, M. M. A. M. (Aluno). 2012
Tese do aluno: Dissertação de mestrado