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Clima, prazer e sofrimento no trabalho numa empresa industrial do sector automóvel

  • Isaura de Fátima Arantes Gomes (Aluno)

Tese do aluno: Dissertação de mestrado

Resumo

Perante a conjuntura actual, de crescente complexidade e mutação organizacional, a compreensão do comprometimento organizacional tem-se tornado primordial na gestão de recursos humanos, juntamente, com a actuação do psicólogo do trabalho e das organizações com a sua interdisciplinaridade, a qual vem sendo difundida e trabalhada nas organizações como uma tendência inovadora e humanizada. Deste modo, a presente investigação é de carácter quantitativo, investiga o clima organizacional e o prazer-sofrimento no trabalho no sector automóvel. O clima resulta de características organizacionais que compreendem valores como cultura, normas, práticas e costumes. O prazer-sofrimento é resultante do confronto dos colaboradores com determinados contextos de trabalho e é também sustentado pela abordagem da psicodinâmica do trabalho. O principal objectivo é analisar a relação entre o clima organizacional e o prazer-sofrimento no trabalho, dos colaboradores da Gestamp Aveiro. Neste sentido, foi recolhida uma amostra aleatória de 79 sujeitos, 58 (73,4%) do sexo masculino e 21 (26,6%) do sexo feminino, com uma média de idades próxima dos 36 anos, sendo estas compreendidas entre os 21 e os 58 anos. No que concerne à metodologia, foi aplicado um questionário que compreendia uma escala dicotómica que mede o clima social no trabalho, elaborado por Lobo e Fernández (2001) e uma escala tipo Likert sobre prazer-sofrimento no trabalho, proposto por Mendes (1999). Para o tratamento dos dados foi utilizado o programa estatístico, Statistical Packpage for the Social Sciences – SPSS 20.0 for Windows. Os resultados obtidos confirmam a existência de uma relação entre o clima organizacional e o prazer-sofrimento no trabalho. As subescalas do clima organizacional apresentam resultados positivos e significativos, na análise do coeficiente de correlação de Spearman, em relação às dimensões do prazer-sofrimento, porém, estas revelam resultados negativos e significativos, em relação ao clima, através do teste de correlação de Pearson. A subescala do clima que mais se evidencia é o apoio, sendo que as variáveis preditoras da subescala: são as dimensões insegurança e desgaste da escala prazer-sofrimento. A dimensão insegurança é a que mais se evidencia na escala do prazer-sofrimento, sendo a sua preditora a subescala apoio. Os resultados obtidos estão condicionados pelo número de sujeitos da amostra.
Data de atribuição30 jan. 2014
Idioma originalPortuguese
Instituição de premiação
  • Universidade Católica Portuguesa
SupervisorMaria de Fátima Rodrigues Leitão Lobo de Araújo (Supervisor)

Keywords

  • Clima
  • Prazer
  • Sofrimento
  • Trabalho

Designação

  • Mestrado em Psicologia do Trabalho e das Organizações

Citação

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