A estratégia de co-branding consiste numa aliança entre duas marcas, totalmente independentes, que se juntam para desenvolverem e lançarem um novo produto que é rotulado e identificado simultaneamente por ambas, de modo a fortalecerem a sua competitividade e a, oferecerem mais valor aos seus clientes. Esta dissertação tem como objetivo perceber de que forma é que o género da marca influencia a avaliação de uma estratégia de co-branding, em particular quando as marcas se extendem para o género oposto. Em estudos anteriores, verificou-se que os consumidores tendem a transferir as associações que já possuem acerca das marcas envolvidas no co-branding para a avaliação dos produtos co-branded. Além do mais, a investigação demonstrou que os consumidores tendem a considerar as marcas como extensões deles próprios, expressando, através da seleção e consumo de determinadas marcas, a sua masculinidade/feminilidade. Para investigar estas questões, procedemos a um estudo empírico. Começamos por realizar um estudo exploratório de forma a aferir, entre um conjunto de marcas de automóveis e de marcas de roupa e acessórios de moda, quais eram percebidas como sendo mais masculinas e femininas, e as mais familiares. Tendo em conta os resultados, consideramos as marcas Mini, Porsche, Hugo Boss e Chanel. Procedemos à elaboração de dois cenários de co-branding envolvendo a Mini e Hugo Boss (para o público masculino), e a Porsche e Chanel (para o público feminino) e dois cenários de extensões de marca, um para a Mini (para o público masculino) e outro para a Chanel (para o público feminino). Os questionários do estudo principal foram passados a 435 inquiridos, sendo a amostra desta investigação, uma amostra por conveniência. As análises efetuadas envolveram análise descritiva e testes de correlação de Spearman. Os resultados do estudo indicam que as avaliações dos novos produtos co-branded são superiores às avaliações dos produtos relativos às extensões de uma marca para o género oposto. Deste modo, as marcas que se queiram direcionar para o género oposto, devem considerar uma estratégia de co-branding com um parceiro que seja claramente associado ao género que pretendem atingir, tendo em consideração as vantagens importantes que assim poderão alcançar.
| Data de atribuição | 25 jun. 2015 |
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| Idioma original | Português |
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| Instituição de premiação | - Universidade Católica Portuguesa
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| Supervisor | Joana Machado (Orientador) |
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- Aliança de marcas
- Co-branding
- Género da marca
- Atitude face à marca
Como é que o género da marca influencia a avaliação de uma estratégia de co-branding?
Cardoso, A. G. T. (Aluno). 25 jun. 2015
Tese do aluno: Dissertação de mestrado