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Conhecimentos e atitudes dos estudantes de faculdades de medicina dentária portuguesas na prevenção e diagnóstico precoce do cancro oral

  • António Carlos da Costa Andrade (Aluno)

Tese do aluno: Dissertação de mestrado

Resumo

Introdução: O cancro oral, como o conhecemos, é uma doença que, apesar de ter diferentes modalidades de tratamento, apresenta uma elevada taxa de morbilidade e mortalidade. É definido pela Classificação Internacional de Doenças como o “conjunto de tumores malignos que afeta qualquer localização da cavidade oral, dos lábios à garganta, incluindo as amígdalas e a faringe”. Em Portugal, registam-se cerca de 1200 novos casos e 420 óbitos anualmente. Objetivos: Aferir os conhecimentos e atitudes relativos a lesões potencialmente malignas e ao cancro oral nos estudantes de Medicina Dentária do 4º e 5º ano das Universidades portuguesas, identificando as lacunas existentes. Materiais e métodos: Estudo observacional descritivo transversal, aplicado a estudantes de Medicina Dentária do 4º e 5º ano em Portugal. Como instrumento de recolha de dados foi aplicado um questionário em formato online, inserido na plataforma Qualtrics, desenvolvido originalmente por Horowitz (2000) e Dib (2003) e adaptado por Rodrigues (2013), Pinto (2021), Vozzo e Silva (2023), e dividido pelos seguintes grupos: Grupo I – Caracterização sociodemográfica; Grupo II – Opinião Pessoal; Grupo III – Conhecimentos teóricos e Grupo IV – Prática Clínica. O tratamento estatístico foi realizado com recurso ao software SPSS versão 26.0, utilizando para tal os testes não paramétricos Mann-Whitney e Kruskal-Wallis e um valor de significância de 5%. Resultados: Participaram 105 estudantes, dos quais 43,8% (n=46) frequentavam o “4º ano” e 56,2% (n=59) o “5º ano”. 96,2% (n=101) dos estudantes identificaram apenas parcialmente os fatores de risco, assim como os locais com maior potencial de malignização. 95,2% identificaram parcialmente as lesões potencialmente malignas e 67,6% as características com maior potencial de malignização. 73,3% (n=77), reportaram o carcinoma como o tipo de cancro oral mais comum. 85,7% (n=90) dos inquiridos apontaram “acima dos 40 anos” como a faixa etária mais prevalente. 51,4% (n=54) identificaram o sexo masculino como o género mais afetado. 82,9% incluem a palpação dos nódulos linfáticos e 93,3% a avaliação das mucosas, língua, palato, pavimento a boca e região retromolar no seu exame clínico. Conclusão: É fundamental fazer face às lacunas identificadas neste estudo, reforçando os conhecimentos e práticas dos estudantes, para que consigam diagnosticar e atuar perante o cancro oral.
Data de atribuição19 jul. 2024
Idioma originalPortuguese
Instituição de premiação
  • Universidade Católica Portuguesa
SupervisorPatrícia Couto (Supervisor), Nélio Jorge Veiga (Co-Orientador) & Tiago Marques (Co-Orientador)

ODS da ONU

Esta tese de estudante contribui para os seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU

  1. ODS 3 - Boa saúde e bem-estar
    ODS 3 Boa saúde e bem-estar
  2. ODS 4 - Educação de qualidade
    ODS 4 Educação de qualidade

Keywords

  • Cancro oral
  • Conhecimento
  • Estudantes de medicina dentária
  • Atitudes

Designação

  • Mestrado em Medicina Dentária

Citação

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