Da sucessão nas sociedades comerciais
: a definição unilateral e o repúdio dos instrumentos sucessórios em favor de mecanismos societários

  • Paulo Jorge Esteves Rosa (Aluno)

Tese do aluno: Dissertação de mestrado

Resumo

Num país onde grande parte do tecido empresarial é composto por empresas de base familiar, a transmissão das mesmas para a geração seguinte mostra-se cada vez mais como uma fonte de problemas e ineficiências que carecem de ser acauteladas a priori.Essa sucessão mostra-se especialmente complexa num sistema sucessório como o português, que deixa muito pouca margem à vontade do testador, impondo-lhe um vasto leque de regras no que toca à sucessão legítima, sendo assim necessário estabelecer formas de, não violando as normas imperativas do Direito das Sucessões, garantir que a empresa não entrará em colapso com o falecimento do seu fundador e assegurar uma passagem tranquila de geração em geração. Desta forma, a questão terá de ser obrigatoriamente resolvida com recurso ao Direito das Sociedades, criando mecanismos aptos a garantir que a empresa não será abalada por possíveis conflitos familiares, e dando uma relevância superior à vontade do empresário. Para tal, optamos por elencar uma multiplicidade de cláusulas que deverão ser inseridas no contrato de sociedade antes de se dar o fenómeno sucessório, e que permitirão uma transição suave de uma geração para a outra, impedindo que a mesma seja destrutiva para a sociedade.
Data de atribuição18 set. 2023
Idioma originalPortuguese
Instituição de premiação
  • Universidade Católica Portuguesa
SupervisorAna da Paz Ferreira da Câmara Perestrelo de Oliveira (Supervisor)

Keywords

  • Empresa familiar
  • Direito sucessório
  • Direito das sociedades
  • Contrato de sociedade
  • Sucessão

Designação

  • Mestrado em Gestão e Direito

Citação

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