Num país onde grande parte do tecido empresarial é composto por empresas de base familiar, a transmissão das mesmas para a geração seguinte mostra-se cada vez mais como uma fonte de problemas e ineficiências que carecem de ser acauteladas a priori.Essa sucessão mostra-se especialmente complexa num sistema sucessório como o português, que deixa muito pouca margem à vontade do testador, impondo-lhe um vasto leque de regras no que toca à sucessão legítima, sendo assim necessário estabelecer formas de, não violando as normas imperativas do Direito das Sucessões, garantir que a empresa não entrará em colapso com o falecimento do seu fundador e assegurar uma passagem tranquila de geração em geração. Desta forma, a questão terá de ser obrigatoriamente resolvida com recurso ao Direito das Sociedades, criando mecanismos aptos a garantir que a empresa não será abalada por possíveis conflitos familiares, e dando uma relevância superior à vontade do empresário. Para tal, optamos por elencar uma multiplicidade de cláusulas que deverão ser inseridas no contrato de sociedade antes de se dar o fenómeno sucessório, e que permitirão uma transição suave de uma geração para a outra, impedindo que a mesma seja destrutiva para a sociedade.
| Data de atribuição | 18 set. 2023 |
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| Idioma original | Portuguese |
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| Instituição de premiação | - Universidade Católica Portuguesa
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| Supervisor | Ana da Paz Ferreira da Câmara Perestrelo de Oliveira (Supervisor) |
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- Empresa familiar
- Direito sucessório
- Direito das sociedades
- Contrato de sociedade
- Sucessão
- Mestrado em Gestão e Direito
Da sucessão nas sociedades comerciais: a definição unilateral e o repúdio dos instrumentos sucessórios em favor de mecanismos societários
Rosa, P. J. E. (Aluno). 18 set. 2023
Tese do aluno: Dissertação de mestrado