Com dezenas de graves crises humanitárias distintas, o mundo depara-se na necessidade de desenvolver a área da Ação Humanitária e de Emergência (AHE), através de práticas que vão de encontro às necessidades das populações vulneráveis. Assim, a presente investigação visa explorar as perspetivas de profissionais de AHE acerca dos desafios e boas práticas desse tipo de intervenção, em Portugal. Os participantes foram seis profissionais de AHE, selecionados através de um processo de amostragem não probabilística por conveniência. Baseado numa metodologia qualitativa, realizaram-se entrevistas semiestruturadas. Posteriormente, foi realizada uma abordagem indutiva e interpretativa da informação, com recurso ao software NVivo. Os resultados principais demonstraram que é fundamental a realização de um trabalho em rede e de colaboração, bem como da profissionalização do trabalho humanitário. Noutra vertente, os resultados mostraram que o cidadão comum pode ter um papel importante na AHE, tais como o de voluntário e o de promoção da atenção mediática de crises esquecidas pela população geral. Por fim, aponta-se a permanência de atitudes e comportamentos discriminatórios e racistas face às populações vulneráveis, como um grande desafio na AHE. Os resultados refletem a necessidade de continuar a desenvolver as boas práticas da AHE combatendo, simultaneamente, os desafios deste trabalho.
| Data de atribuição | 13 jul. 2023 |
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| Idioma original | Português |
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| Instituição de premiação | - Universidade Católica Portuguesa
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| Supervisor | Mariana Barbosa (Orientador) |
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- Ação humanitária e de emergência
- Profissionais de ação humanitária
- Populações vulneráveis
- Boas práticas
- Desafios
Desafios e boas práticas na ação humanitária e de emergência em Portugal
Cardoso, F. D. B. S. (Aluno). 13 jul. 2023
Tese do aluno: Dissertação de mestrado