Dor crónica, distress psicológico e ajustamento conjugal

  • Sandrine Ferreira Vale (Aluno)

Tese do aluno

Resumo

Sendo um fenómeno complexo e multifacetado, a dor crónica implica alterações nas atividades pessoais, profissionais e familiares de quem a experiencia. O objetivo do presente estudo empírico é avaliar em que medida as condições de dor e as relações conjugais se associam e são preditores de morbilidade psicológica em doentes com dor crónica. Participaram neste estudo 200 sujeitos diagnosticados com dor crónica, seguidos pela Unidade da Dor do Hospital de Braga. Os resultados demonstram que quanto maior a incapacidade e a intensidade da dor maiores são os níveis de distress psicológico apresentados pelos sujeitos. Semelhantemente, concluiu-se que a um menor ajustamento conjugal se encontram associados níveis mais elevados de depressão e ansiedade. As análises de regressão permitem verificar que a sintomatologia depressiva é melhor explicada pela coesão diádica do que pelas condições de dor, o que não se verifica para a ansiedade. Os resultados obtidos evidenciam assim a existência de uma associação assinável entre as dimensões do ajustamento conjugal e o distress psicológico na dor crónica, o que sugere a pertinência de estes aspetos serem considerados na prática clínica.
Data do prémio2015
Idioma originalPortuguese
Instituição de premiação
  • Universidade Católica Portuguesa
SupervisorEleonora C. V. Costa (Supervisor)

Keywords

  • Dor crónica
  • Distress psicológico
  • Ajustamento conjugal
  • Coesão diádica
  • Satisfação conjugal
  • Consenso diádico

Designação

  • Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde

Citação

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