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Evolução clínica e recuperação nas perturbações do comportamento alimentar
: a perceção subjetiva da recuperação

  • Luís Manuel da Silva Veiga Dias (Aluno)

Tese do aluno: Dissertação de mestrado

Resumo

As Perturbações do Comportamento Alimentar (PCA) são perturbações psiquiátricas graves, muitas vezes ininterruptas e de difícil tratamento, onde os sintomas podem estar presentes nos sujeitos durante vários anos podendo mesmo tornar-se perturbações crónicas. As PCA assemelham-se entre si em diversos aspetos, sendo que apresentam uma patologia comum, independente do sexo e faixa etária, que consiste numa sobrevalorização excessiva do peso e formas corporais e consequente comportamento desajustado face aos alimentos. Objetivos: Analisar e perceber que perceções possuem, face à evolução clínica e recuperação, indivíduos que tenham iniciado o tratamento para uma PCA. Método: 90 sujeitos, que iniciaram tratamento para uma PCA entre 2001 e 2009 podendo continuar a apresentar ou não um diagnóstico clínico de PCA. Aos participantes foi administrado um Questionário Clínico e Sócio-Demográfico (QCSD; Machado et al., 2010), sendo administrado posteriormente também os instrumentos de autorrelato: Symptom Checklist 90-R (SCL 90-R; Derogatis, 1977); Eating Disorders Examination - Questionnaire (EDE-Q; Fairburn & Beglin, 1994), e Self-Injury Questionnaire (SIQ-TR; Claes & Vandereycken, 2007). Resultados: 97,77% (n= 88) da amostra são do sexo feminino e 2,22% (n=2) são do sexo masculino, apresentando idades entre os 18 e os 53 anos. 54,4% (n=49) dos participantes apresentavam diagnóstico de Anorexia Nervosa (AN), 33,3% (n=30) diagnóstico de Bulimia Nervosa (BN) e 12,2% (n=11) diagnóstico de Perturbação do Comportamento Alimentar sem Outra Especificação (PCASOE). Discussão: A percentagem de participantes Recuperados foi inferior à de Não Recuperados, reforçando o conceito de cronicidade destas perturbações. A maioria dos pacientes Recuperados perceciona-se como recuperado, porém, uma percentagem significativa dos Não Recuperados refere também ausência de sintomatologia. A totalidade dos participantes Recuperados, indica não sentir necessidade de ajuda para os seus sintomas e mais de metade dos Não Recuperados indica também não necessitar de ajuda atual para os sintomas de PCA
Data de atribuição2012
Idioma originalPortuguese
Instituição de premiação
  • Universidade Católica Portuguesa
SupervisorBárbara César Machado (Supervisor)

Designação

  • Mestrado em Psicologia

Citação

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