Ferida maligna
: prevalência e qualidade de vida em oncologia

  • Vera Cristina Esteves Brazão (Aluno)

Tese do aluno

Resumo

Introdução. O avanço científico e tecnológico tem contribuído para a redefinição do cancro como doença crónica, exigindo mudanças na abordagem de cuidados ao doente em oncologia. Estimam-se que 5% dos doentes oncológicos desenvolvem ferida maligna. Metodologia. O estudo observacional analítico transversal pretende dar a conhecer a prevalência de feridas malignas, caracterizando e avaliando sua influência na qualidade de vida da população oncológica. Neste sentido, dezanove doentes adultos (amostra não probabilística acidental) foram recrutados em dez serviços (regime de internamento e ambulatório) de um Instituto Português de Oncologia do País. A recolha de dados, por intermédio da aplicação do formulário e questionário EORTC QLQ-C30 v.3.0 aos sujeitos de investigação, decorreu num período de três dias, em Outubro de 2013. Resultados. Das tipologias tumorais identificadas, por órgão/sistema, destacaram-se: Pele; Cabeça e Pescoço; Linfoma Non-Hodgkin; Sistema Digestivo; Ginecológico; Mama e Tecidos Moles. A prevalência de feridas malignas foi de 4,9%, com média de 1,6 feridas/doente; sendo enquadrada predominantemente no contexto de recidiva loco-regional e metastização. Maioritariamente, registou-se baixa sintomatologia relativa à ferida. Influência psicossocial negativa da ferida foi atribuída às actividades de vida, imagem corporal e grau de autonomia/independência do doente; e positiva, no sentido de conforto e segurança associado ao penso realizado à ferida. A qualidade de vida (score final) da população oncológica em estudo apresentou média de 78%. Face a este indicador, correlações estatisticamente significativas positivas foram associadas à idade, ao Karnofsky Performance Status, à duração do tratamento à ferida e às funções (física, de desempenho, cognitiva, social) do doente; e negativas, à fadiga, dor, anorexia e obstipação. Conclusão. A complexidade e unicidade do significado multidimensional do cancro e da ferida maligna determinam o impacto na qualidade de vida do doente/família; exigindo uma actuação interdisciplinar holística, realista e assertiva
Data do prémio2015
Idioma originalPortuguese
Instituição de premiação
  • Universidade Católica Portuguesa
SupervisorFernando Mena Martins (Supervisor) & Manuel Luís Capelas (Supervisor)

Keywords

  • Cancer patients
  • Malignant fungating wound
  • Symptoms
  • Psychosocial
  • Quality of life

Designação

  • Mestrado em Feridas e Viabilidade Tecidular

Citação

'