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Functional activity of seaweed extracts from the north portuguese coast

  • Marta Sofia de Almeida Mendes (Aluno)

Tese do aluno: Dissertação de mestrado

Resumo

A utilização de algas marinhas como fontes potenciais de compostos nutracêuticos e farmacêuticos tem aumentado recentemente devido à constatação de que estas contêm compostos bioactivos, com actividades antioxidante e antimicrobiana (entre outras actividades), que podem inibir o crescimento de algumas bactérias contaminantes e/ou patogénicas e de leveduras prevenindo a deterioração de alimentos ou a infecção ou contribuindo mesmo para o seu melhor controlo. O litoral português alberga uma grande biodiversidade no que concerne a algas marinhas, porém muitas encontram-se por caracterizar em termos de propriedades funcionais. Neste contexto, o objectivo deste trabalho foi estabelecer um procedimento melhorado para a obtenção de extractos de algas marinhas e testar a sua actividade antimicrobiana contra espécies selecionadas de leveduras, bactérias Gram positivas e Gram negativas, bem como a sua actividade antioxidante. Para tentativamente atestar o seu comportamento, os perfis lipídico e fenólico foram testados. As algas utilizadas neste estudo, incluindo as de aquacultura integrada e as de habitat natural, foram obtidas no Norte de Portugal. A alga Gracilaria vermiculophylla foi usada para os ensaios de optimização do processo de extracção, enquanto as Gracilaria vermiculophylla, Porphyra dioica e Chondrus crispus foram utilizadas para os ensaios de actividade antimicrobiana e antioxidante. Os estudos de optimização centraram-se na definição dos pré-tratamentos (secagem) e da temperatura a utilizar durante o processo de extracção. Os resultados revelaram que os organismos testados foram mais sensíveis aos extractos obtidos com algas secas, continuamente processados a temperaturas mais elevadas. Posteriormente, extratos obtidos com três diferentes solventes (acetato de etilo, éter dietílico e metanol:água) foram testados. No que diz respeito à avaliação da actividade antimicrobiana, as espécies testadas incluíram (i) bactérias Gram negativas - Escherichia coli, Salmonella enteritidis e Pseudomonas aeruginosa; (ii) bactérias Gram positivas – Listeria innocua, Bacillus cereus, Enterococcus faecalis, Lactobacillus brevis, Staphylococcus aureus, todas de origem alimentar, e uma estirpe de Staphylococcus aureus de origem clínica, e (iii) a levedura Candida spp. também de origem clinica. Os testes para avaliar a actividade antimicrobiana dos extractos foram realizados utilizando o método de difusão em agar e os resultados indicaram uma forte actividade antimicrobiana dos extractos de acetato de etilo, quando comparado com os extractos de metanol e éter dietílico e mostraram uma tendência fraca para a inibição de microrganismos Gram positivos. O perfil de ácidos gordos de extractos de acetato de etilo revelou uma predominância de ácidos gordos saturados (SFA), especialmente o acido palmítico (16:0), seguido por ácidos gordos polinsaturados (PUFA) e ácidos gordos monoinsaturados (MUFA) e mostrou um teor mais elevado de ácidos gordos em G. vermiculophylla e P. dioica de aquacultura. Tendo em conta os resultados obtidos para a actividade antioxidante, foi demonstrado que os extractos metanólicos apresentaram actividade mais elevada quando comparada com os outros solventes testados. O perfil fenólico revelou que os extractos metanólicos mostraram quantidades mais elevadas de compostos fenólicos, tais como catequinas e ácido protocatecuico, o que pode indiciar o seu papel na actividade antioxidante.
Data de atribuição2012
Idioma originalEnglish
Instituição de premiação
  • Universidade Católica Portuguesa
SupervisorAna Maria Gomes (Supervisor) & Ana Paula Santos de Carvalho (Co-Orientador)

Designação

  • Mestrado em Microbiologia

Citação

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