A Geometria Descritiva tem sido profundamente desprezada nas escolas, tanto pela classe docente, como pela discente. Em tempos de inovação informática e tecnológica, questiona-se o seu interesse e atualidade. Porém, não se questionam os métodos pedagógicos praticados por um grande número de professores. Apesar do programa curricular da Geometria Descritiva e as suas sugestões metodológicas apontarem para a construção do conhecimento, a lecionação da disciplina está assente no dogmatismo e transmissão de fórmulas de resolução de problemas-tipo. O resultado é escassez de pensamento geométrico, praticamente irreversível, que se prolonga para além dos ciclos de estudos. Perceção, Construção, Representação e Conceção são as quatro faces do tetraedro que serve de metáfora para reativar a dinâmica do pensamento geométrico. Articuladas de forma sólida e equilibrada, estas atividades permitem valorizar a forma como o sujeito se relaciona com o espaço, tanto pessoal, como profissionalmente. Fundamentado na História, na Arte, na Psicologia e na Pedagogia, o presente documento configura-se sob a forma de uma proposta para uma didática da Geometria Descritiva que enaltece a comunicação entre a mão e o cérebro, no desenvolvimento recíproco de ideias e representações gráficas. O professor deve usar e construir consistentemente a sua distinção profissional para uma meta: ensinar para a autonomia e criatividade.
| Data de atribuição | 2013 |
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| Idioma original | Portuguese |
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| Instituição de premiação | - Universidade Católica Portuguesa
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| Supervisor | João Pedro Xavier (Supervisor) |
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- Geometria descritiva
- Construção do conhecimento
- Pensamento geométrico
- Didática
- Mestrado em Ensino de Artes Visuais no 3º Ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário
Geometria descritiva: didática em prol do pensamento espacial e geométrico
Brandão, S. I. P. D. A. (Aluno). 2013
Tese do aluno: Dissertação de mestrado