A prevenção e controlo de infecção é um tema que gera alguma polémica pois, ainda nos dias de hoje, este problema ocorre em todo mundo afectando desde os países mais desenvolvidos aos mais carenciados de recursos. Para os enfermeiros, este assunto assume uma importância extrema, uma vez que o profissional de enfermagem se encontra ligado directa e indirectamente aos cuidados do utente e tudo o que o envolve. No entanto, prevenir e controlar a infecção associada aos cuidados de saúde, não passa apenas pelo profissional de enfermegem, é uma responsabilidade de todos! Desde o profissional de saúde ao utente que se encontre numa instituição de saúde. Segundo a Direcção Geral da Saúde, após a aplicação do Inquérito Nacional de Prevalencia, em Março de 2009, para determinar a prevalência de infecções associadas aos cuidados de saúde (IACS) e de infecções adquiridas na comunidade (IC), revela que a taxa bruta de prevalência de infecção nosocomial foi de 9,8%, sendo esta taxa semelhante às taxas apresentadas em estudos recentes realizados em países europeus, sendo no entanto das mais elevadas e acordo com o Plano Nacional de Prevenção e Controlo de Infecção Associada aos Cuidados de Saude (PNCI), este evidencia que uma das estratégias para reduzir as infecções associadas aos cuidados de saúde (IACS) passa por “incentivar e promover o ambiente seguro na unidade de saúde e as boas praticas de higinização” No módulo I deste Relatório, fez-se o diagnóstico da situação em seis unidades do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Oeiras/ Carnaxide, com o apoio e colaboração da Comissão de Controlo de Infecção (CCI) do ACES Oeiras/ Carnaxide, onde foi identificada a situação problemática. Destacam-se como principais conclusões deste estudo que, cerca de 50% dos enfermeiros lavam as mãos antes de contactar com o doente, 90% dos profissionais de enfermagem não higienizam as mãos antes de manipular material esterelizado, assim como na maioria dos casos (76,6%) não é cumprido o tempo de lavagem das mãos preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Com os resultados obtidos a partir da aplicação deste intrumento de recolha de dados, foi possivel constactar que existiam lacunas relativamente ao cumprimento de boas práticas no que toca á prevenção e controlo da infecção. No segundo módulo, face ás necessidades sentidas por parte da CCI, fez-se a elaboração de um projecto de intervenção, denominado “ Mãos que Cuidam”. No terceiro e último módulo de estágio, foi implementado o projecto de intervenção, sustentado na prevenção primária e com o intuito de minimizar e controlar as IACS Este projecto contribuiu significativamente para a Comissão de Controlo de Infecção/ ACES Oeiras/ Carnaxide para a detecção e intervenção no problema identificado
| Data de atribuição | dez. 2011 |
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| Idioma original | Portuguese |
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| Instituição de premiação | - Universidade Católica Portuguesa
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| Supervisor | Ana Resende (Supervisor) |
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- Projecto
- Higienização
- Boas práticas
- Controlo de infecção
- Intervenção de enfermagem
Mãos que cuidam
Grilo, I. S. N. (Aluno). dez. 2011
Tese do aluno: Dissertação de mestrado