A aplicação do conceitoexperimental em contextos musicais tem sido objeto de grande controvérsia a partir do momento em que John Cage introduziu o termomúsica experimental no mundo da produção sonoro-musical.Uma busca aprofundada sobre o tema sublinha o aspecto predominante da não uniformidade de definições, da inexistência de consensos alargados e da pluralidade de interpretações quanto ao termo. Desta diversidade de problemáticas originadas nos mais diversos setores (nomeadamente: acadêmicos, jornalistas, produtores musicais, programadores de eventos relacionados, editores musicais, entre outros), nasce a motivação fundamental desta investigação.Considerando a literatura especializada e a produção teórica existente, infere-se que os fatores sociais e tecnológicos têm operado como grandes motores de ruptura e abertura face à estrutura formal da música e simultaneamente como agentes ativos no aparecimento das vanguardas musicais. Observando as características predominantes dos estilos, da instrumentação utilizada (modificada, expandida e elaborada), do processo e do resultado, nota-se a diversidade dos métodos e das finalidades artísticas, e as contradições geradas pelo uso do termomúsica experimental, que parece-nos ser comumente empregue comometa-gênero musical.A este termo atribui-se uma provocação às formas e aos paradigmas da música tradicional e da música de concerto, principalmente aquela iniciada na transição dos séculos XIX e XX.Considera-se que as Revoluções Industriais mudaram a forma, a compreensão, as dinâmicas sociais e as relações do homem com o ambiente, e por consequência com a própria arte.A partir dos eventos tecnológicos, compreendemos a chamada nova música, profetizada por Luigi Russolo (1913) no seu manifesto futurista The Art Of Noise.Sucedem-se os desenvolvimentos nos laboratórios de experimentação sonora e nos centros de pesquisa, principalmente os franceses, alemães, ingleses e norte-americanos, que ajudaram a intensificar a produção musical e a exploração empírica através do acesso facilitado aos instrumentos eletrônicos, bem como a escrita sobre um vasto conjunto de questões técnicas e filosóficas oriundas destas novas realizações.Desde então, surgiram e continuam a surgir mutações variadas nas perspectivas sonoras, nas formas e nos fundamentos do desenvolvimento da criaçãoexperimental. Estas mutações causam dificuldade no entendimento do conceitoexperimental atrelado aos sons e dos limites de sua aplicação. Identifica-se, pois, a pergunta central desta investigação: Onde começa e acaba a boa aplicação do termo música experimental?
| Data de atribuição | 28 jul. 2017 |
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| Idioma original | Portuguese |
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| Instituição de premiação | - Universidade Católica Portuguesa
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| Supervisor | Vitor Joaquim Paredes Fernandes (Supervisor) |
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- Música experimental
- Musicologia
- Etnomusicologia
- Teoria do conteúdo musical
- Significação musical
- Terminologia musical
Música experimental : conceitos, formas, contextos e limites : contributos para uma percepção alargada
Almeida, I. D. N. L. D. (Aluno). 28 jul. 2017
Tese do aluno: Dissertação de mestrado