O objectivo deste estudo passa pelo estudo da manipulação de resultados de bancos europeus. Pretende-se analisar se com o objectivo de ‘mascarar’ o desempenho económico das instituições, os bancos têm incentivo a recorrer à manipulação de resultados, para tal dividimos a nossa amostra em várias subamostras. Em primeiro lugar recorre-se um modelo probit, para testar se existe mais manipulação de resultados nos anos de 2003 a 2007 ou nos anos de 2008 a 2011. Tenta-se ainda perceber se existe mais manipulação para os países intervencionados ou para os países não intervencionados. Por último, recorre-se da análise de histogramas de distribuições dos resultados líquidos ajustados e da sua variação para testar se os bancos incorreram em tentativas de alisamento de resultados, esta amostra é dividida em bancos intervencionados e não intervencionados. Nesta dissertação foi utilizada uma amostra de um conjunto de 129 bancos da Europa dos 15 no período de 2003 a 2011. Em particular, foram analisados os resultados líquidos ajustados. Da análise do modelo probit para os anos de 2008 a 2011 podemos concluir que das variáveis analisadas nenhuma era significativa para o modelo. Para a análise dos países não intervencionados, verificou-se que os bancos com resultados negativos no período anterior têm maior probabilidade de ter resultados positivos no período corrente e que as grandes empresas são mais rentáveis, pelo menos em valor absoluto dos seus resultados, apresentam uma maior propensão para se localizarem no lado direito da distribuição dos resultados. Da análise dos histogramas conclui-se que parece haver indicação de que os bancos de países não intervencionados tendem a efectuar alisamento de resultados.
| Data de atribuição | 3 jul. 2014 |
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| Idioma original | Portuguese |
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| Instituição de premiação | - Universidade Católica Portuguesa
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| Supervisor | Paulo Alves (Supervisor) |
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Manipulação de resultados no sector bancário da Europa dos 15
Ascenção, A. M. V. (Aluno). 3 jul. 2014
Tese do aluno: Dissertação de mestrado