Manutenção da crista óssea alveolar a longo prazo em implantes cone-morse e hexagonal externo
: revisão sistemática

  • Samuele Fuda (Aluno)

Tese do aluno

Resumo

Introdução: A manutenção óssea peri-implantar representa hoje em dia um tema de debate interessante enquanto esta intimamente ligado ao prognostico das reabilitações protéticas implanto-suportadas. A estrutura implantar bem como o tipo de conexão implante-pilar, são fatores que podem contribuir a perda óssea peri-implantar e afetar negativamente o prognostico do tratamento. Os dois desenhos de implante-pilar mais utilizados atualmente são a ligação hexagonal externa e a ligação morse. Objetivo: avaliar o nível de evidência científica sobre a manutenção da crista óssea alveolar e os parâmetros clínicos associados, após a colocação de implantes cone-morse e hexagonal externo, de modo a alcançar a previsibilidade clínica sobre o tema abordado. Materiais e métodos: A literatura considerada para esta revisão sistemática é baseada nas diretrizes PRISMA e visou responder a seguinte questão específica construída no formato PICO: “Para pacientes tratados com implantes dentários (P), seja conexão externo (I) ou cone-morse (C), existem diferenças na manutenção da crista óssea após pelo menos seis meses em função (O)? Foi realizada uma pesquisa eletrónica nas bases de dados MEDLINE®/Pubmed, Embase e Wiley a fim de identificar estudos clínicos comparando a perda óssea em torno de implantes hexágono esterno e cone-morse com um período de acompanhamento mínimo de seis meses. Os dados obtidos a partir dos estudos incluídos foram extraídos e analisados através de uma meta-análise de modelo de efeitos aleatórios contínuos. A variável primária utilizada foi a perda óssea marginal.
Resultados: A pesquisa inicial identificou 110 artigos. No entanto, 6 artigos foram considerados adequados após a leitura do texto completo e foram incluídos no estudo. A literatura analisada revelou uma diferença na perda óssea peri-implantar nos dois tipos de conexões analisados (p< .001). Os parâmetros clínicos secundários e a sobrevivência implantar associada aos dois tipos de ligação não revelaram diferencias significativas. Conclusão: Os resultados da presente revisão sistemática sugerem que a manutenção óssea marginal é maior em implantes com uma conexão morse. Contudo, devido ao número limitado de estudos clínicos incluídos nesta revisão, os dados devem ser analisados com cuidado. Portanto, necessárias mais investigações, incluindo um maior número de pacientes, um tempo de seguimento mais longo e um controlo adequado dos fatores de confusão.
Data do prémio19 jul 2022
Idioma originalPortuguese
Instituição de premiação
  • Universidade Católica Portuguesa
SupervisorAnna Moura (Supervisor) & Gustavo Fernandes (Co-Orientador)

Keywords

  • Implante dentário
  • Perda óssea marginal
  • Morse
  • Hexágono externo

Designação

  • Mestrado em Medicina Dentária

Citação

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