Baseado num enquadramento inicial do colonialismo português tardio e ao identificar procedimentos gerais, mas também específicos da construção cinematográfica de espaços imperiais através de montagem e movimento, a presente dissertação pretende discutir as configurações estéticas e narrativas de dois filmes contemporâneos, nomeadamente O Grande Kilapy do realizador Angolano Zézé Gamboa e Tabu do cineasta português Miguel Gomes. Identifica como elemento central a condição de passagem realizada através do movimento, tanto do cinema enquanto dispositivo (pós)colonial de (des)apropriação espacial e simbólica, como em casos particulares dos dois filmes, que, para além de exemplos históricos, serão analisados em detalhe. A fim de não só classificar os modos divergentes de pertencimento que serão delineados durante a análise dos filmes, mas também de considerar os seus modos diferentes de projetar movimentos coloniais no presente, a tese propõe dois modelos oposicionais fundados no pensamento de Gilles Deleuze acerca da montagem cinematográfica: O black movement-image enquanto catalisador de empoderamento que recorre ao género blaxploitation, e o colonial time-image que quebra o esquema sensório-motor da montagem clássica.
| Data de atribuição | 8 fev. 2016 |
|---|
| Idioma original | English |
|---|
| Instituição de premiação | - Universidade Católica Portuguesa
|
|---|
| Supervisor | Isabel Capeloa Gil (Supervisor) |
|---|
- Mestrado em Estudos de Cultura
Memorizing equatorial crossing: lusophone postcolonialities in Miguel Gomes’ Tabu and Zeze Gamboa’s o Grande Kilapy
Völker , N. D. (Aluno). 8 fev. 2016
Tese do aluno: Dissertação de mestrado