Resumo
A palavra «relação» define a estrutura antropológica — e, até, teológica — que nos constrói a todos. Sem o seu referente dialógico o homem torna-se incompreensível a si próprio, caindo no sem sentido drástico, no seu nada, pois trai aquilo para que foi feito: amar e ser amado. Criado por e para Deus, todo o homem nasce biológica e ontologicamente preparado para a relação com os outros e com o Supremo Outro. Se criados à «imagem e semelhança» de Deus, que é comunhão (relação) de Três Pessoas, quer dizer, então, que a nossa realização enquanto pessoas joga-se, justamente, na nossa vocação para a comunhão, inaugurada no «hoje» kairológico, estendida no «amanhã» escatológico. Tanto assim é que podemos dizer que no princípio era o «Outro», porque era Deus. Somos o «tu» de Deus. Eis a resposta à pergunta: «Que coisa é o homem?» (cf. Sl 8, 5). Partindo destes pressupostos fundamentais, poderemos, por conseguinte, falar de um carácter constitutivo do «outro» na compreensão do que significa ser pessoa? Será possível uma antropologia relacional a partir de uma ontologia trinitária? Haverá um princípio antropológico-relacional na base da existência eclesial? Na presente dissertação, procuraremos responder a estas questões.| Data de atribuição | 12 mar. 2025 |
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| Idioma original | Portuguese |
| Instituição de premiação |
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| Supervisor | António Martins (Supervisor) |
ODS da ONU
Esta tese de estudante contribui para os seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU
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ODS 4 Educação de qualidade
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ODS 16 Paz, justiça e instituições fortes
Keywords
- Relação
- Pós-modernidade
- Alteridade
- Diferença
- Comunhão
- Comunidade
- Igreja
- Trindade
- Pessoa
- Pró-existência
- Ser eclesial
- Antropologia
Designação
- Mestrado Integrado em Teologia
Citação
- Standard