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O empowerment como resultado na autogestão da doença crónica e regime terapêutico

  • Elisabete Lamy da Luz

Tese do aluno: Tese de doutoramento

Resumo

Enquadramento: O desenvolvimento de competências de autogestão dos regimes terapêuticos nas pessoas com doenças crónicas é determinante para o desenvolvimento de Empowerment; sendo este um resultado indireto dos cuidados de enfermagem. As pessoas com elevado nível de Empowerment são capazes de incorporar os conhecimentos necessários que lhes permitem (con) viver com a sua doença crónica. Assim sendo, este resultado poderá proporcionar ganhos em saúde para a população e diminuição da utilização dos serviços e sistemas de saúde. Objetivos: caracterizar o nível de Empowerment, enquanto resultado, nas pessoas com doença crónica e identificar os fatores facilitadores e inibidores do mesmo e potencialmente influenciáveis pelas terapêuticas de enfermagem. Metodologia: Estudo realizado em duas fases. Na primeira, foi realizado um estudo transversal com 271 participantes de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 18 e 65 anos e com doenças crónicas, em que caraterizamos o seu nível de Empowerment e identificamos fatores relacionados. Na segunda fase, entrevistámos nove participantes com elevado nível de Empowerment, provenientes da primeira fase do estudo, utilizando para análise dos dados a orientação do método proposto pela Grounded Theory. Resultados: O controlo da doença crónica e estabilização da mesma está relacionado com maior nível de Empowerment e predomínio do score Responsável. Verificámos que existe maior probabilidade de o nível de Empowerment ser mais elevado nas pessoas com predomínio no score de Responsável relativamente ao score dos outros estilos. Sendo menor nas pessoas com predomínio no score Negligente ou Formalmente Guiado. Através da regressão linear múltipla, verificámos que uma maior interferência nas atividades instrumentais e no relacionamento e desenvolvimento pessoal, bem como a interação com os profissionais, têm um impacto negativo no Empowerment, diminuindo-o. Por outro lado, níveis mais elevados do estilo de gestão do regime terapêutico do tipo Responsável, do controlo, da atitude favorável face à doença promovem o aumento do Empowerment. Os resultados da fase qualitativa clarificam o processo de construção do resultado, na perspetiva da pessoa com doença crónica: “Facilitando a decisão de acordo com a “cabeça de cada um”, e aprofundam os fatores envolvidos neste processo. Discussão: Este estudo corrobora a hipótese de que existe uma associação estatisticamente significativa entre o nível de Empowerment e o estilo do regime terapêutico de predomínio Responsável. Os fatores facilitadores/inibidores do Empowerment como resultado são: atributos pessoais; o estilo de gestão do regime terapêutico; suporte social e familiar; interferência da doença crónica na vida das pessoas. Conclusão: O estudo constitui um contributo ao identificar fatores que predizem o Empowerment individual das pessoas com doença crónica. Permitindo aos enfermeiros implementar terapêuticas individualizadas e favorecedoras do Empowerment como resultado.
Data de atribuição2 mai. 2019
Idioma originalPortuguese
SupervisorFernanda Santos Bastos (Supervisor) & Margarida Maria Silva Vieira (Co-Orientador)

Keywords

  • Empowerment
  • Doença crónica
  • Perfil de autogestão do regime terapêutico
  • Interferência da doença crónica
  • Cuidados de enfermagem

Designação

  • Doutoramento em Enfermagem

Citação

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