O território urbano é o principal palco de constantes fenómenos sociais que, através da sua complexidade e evolução, caracterizam e identificam o próprio espaço urbano. As necessidades mutáveis das populações são refletidas no território, desenvolvendo a procura de uma mutação neste que se coadune com as necessidades vigentes das populações – tendo em conta seus direitos. A arquitetura assume cada vez mais um papel ativo nas sociedades como um mediador social, sendo parte integrante da população num contexto de mobilidade e acessibilidades. O projeto procura encontrar uma relação harmoniosa entre aquilo que são as vivências humanas, vistas pelo prisma da arquitetura, e o espaço. O papel da arquitetura tem como principal objetivo encontrar soluções para o espaço, quer em termos de acessibilidades, bem como na procura da plenitude das vivências urbanas, estimulando as relações entre indivíduos, independemente das suas restrições, garantindo deste modo um espaço unitário e coeso. Cada vez mais torna-se essencial a procura de uma abordagem coerente no território, isto é, sendo o processo de transformação da sociedade um processo complexo, a conceção dos espaços deve acompanhar essa mutabilidade, de forma a poder responder a todas as necessidades. O processo de envelhecimento tem sido cada vez mais visível nos padrões sociais, contudo a longevidade não é sinónimo de um envelhecer com qualidade, uma longa vida é, muitas vezes, um processo de necessidades diferentes que passam muitas vezes pela entrada de políticas inclusivas e de integração que, só podem acontecer com a eliminação das barreiras físicas e mentais. Pretende-se responder através de uma arquitetura acessível na criação de espaços adequados a todos os indivíduos, independemente das suas necessidades. Se os espaços forem capazes de acolher todas as pessoas, sem ele próprio ser um fator de segregação social, a arquitetura cumpre o seu propósito. Cabe então ao arquiteto desenvolver projetos que sejam inclusivos, e é no fundo aquilo que este projeto procura encontrar, respostas e soluções eficazes como resposta aos problemas de segregação social espacial. Assim, as vivências sob um efeito de autonomia e livre mobilidade criam uma rede de ligações sociais, que só a arquitetura e o seu desenho podem desenvolver.
| Data de atribuição | 17 dez. 2013 |
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| Idioma original | Portuguese |
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| Instituição de premiação | - Universidade Católica Portuguesa
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| Supervisor | António da Silva Ferreira de Carvalho (Supervisor) & Gonçalo Nuno Pinheiro de Sousa Byrne (Co-Orientador) |
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- Acessibilidades
- Mobilidade
- Design inclusivo
- Mutação demográfica
- Arquitetura
- Cidade
- Sociedade
- Espaço urbano
- Vivências
- Sociabilidade
- Espaços verdes
O papel da arquitetura nas vivências humanas: acessibilidades
Ferreira, J. P. R. (Aluno). 17 dez. 2013
Tese do aluno: Dissertação de mestrado