No presente trabalho, pretendemos debruçar-nos sobre a relação do rosto do outro, na ética filosófica de Emmanuel Levinas e na antropologia teológica da Constituição Pastoral Gaudium et Spes, que nos levarão a chegar às visões dos tempos atuais que proporcionam um sentido existencial do ser humano e suas relações. Partindo da ética filosófica de Levinas e da antropologia teológica da Gaudium et Spes, entende-se que as duas visões têm uma aproximação no que diz respeito às relações humanas. Dentro da ética de Levinas, concebe-se que o rosto cria uma relação com outro, essa relação carateriza-se por ser uma abertura para o Infinito. Ou seja, é pela saída de si que o homem acolhe o outro sem violar os seus direitos e a sua dignidade. Levinas, assim como a Gaudium et Spes, falam de um ser responsável, que vem ao meu encontro com a sua súplica. E quando falamos da dignidade humana no contexto teológico, compreende-se que ela reside na excelência do ser criado à imagem e semelhança de Deus, com inteligência e livre arbítrio. Enfim, nas perspetivas atuais, ou seja, em relação ao desafio com o qual o rosto se depara hoje, percebe-se que somos convidados a repensar, a recriar e a reaprender as nossas relações uns com os outros. Isso está muito bem patente na parábola do Bom Samaritano, que se deparou com o fragilizado e cuidou dele, sem medo das leis nem das barreiras históricas, mas sim pelo uso de misericórdia e amor profundo, aquele amor que convida a um arriscar.
| Data de atribuição | 26 nov. 2021 |
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| Idioma original | Portuguese |
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| Instituição de premiação | - Universidade Católica Portuguesa
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| Supervisor | Jerónimo Trigo (Supervisor) |
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- Levinas
- Totalidade
- Infinito
- Rosto
- Ética
- Alteridade
- Relação com o outro
- Mestrado Integrado em Teologia
O rosto do outro como lugar ético: estudo baseado no pensamento de Emmanuel Levinas
Júnior, J. A. (Aluno). 26 nov. 2021
Tese do aluno: Dissertação de mestrado