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O salto do novo
: a mancha em Walter Benjamin como origem da novidade

  • Luís Miguel Martins Soares Raposo Pena (Aluno)

Tese do aluno: Dissertação de mestrado

Resumo

Como é que o Novo acontece? Não o novo da combinatória de elementos pré-existentes ou da inovação técnica, mas o absoluto da novidade, o “aqui e agora”, sem nome e sem forma, que se manifesta na apresentação de mundo. Este é o propósito desta dissertação: tentar pensar o Novo. A aproximação que efectuamos parte da valorização do texto de juventude de Walter Benjamin, datado de 1917, Sobre a Pintura ou Sinal e Mancha. Com base nos conceitos radicais aí apresentados de Mancha e Sinal, que consideraremos como marcas do “aparecimento”, defenderemos que o Novo é manifestado através de uma Mancha; caberá ao Pintor a sua justa nomeação segundo o processo de Composição. Depois, veremos qual a relação da Mancha com a linguagem: Mancha que ao ser nomeada se inscreve num sistema de Sinais; Mancha que origina Obra criada, sobre a qual um conjunto sucessivo de Traduções irá dando conta do eco desse absoluto que aconteceu. Finalmente, abordaremos o impacto da Obra na esfera social: como é que o Autor que toma consciência da sua faceta de Produtor poderá ter um papel na mudança da organização política.
Data de atribuiçãoout. 2011
Idioma originalPortuguese
Instituição de premiação
  • Universidade Católica Portuguesa
SupervisorAmérico Pereira (Supervisor)

Keywords

  • Marca
  • Mancha
  • Sinal
  • Pintor
  • Tradutor
  • Composição
  • Autor
  • Produtor
  • Obra
  • Produto
  • Novo
  • Novidade
  • Mudança
  • Atualização

Designação

  • Mestrado em Filosofia

Citação

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