Como é que o Novo acontece? Não o novo da combinatória de elementos pré-existentes ou da inovação técnica, mas o absoluto da novidade, o “aqui e agora”, sem nome e sem forma, que se manifesta na apresentação de mundo. Este é o propósito desta dissertação: tentar pensar o Novo. A aproximação que efectuamos parte da valorização do texto de juventude de Walter Benjamin, datado de 1917, Sobre a Pintura ou Sinal e Mancha. Com base nos conceitos radicais aí apresentados de Mancha e Sinal, que consideraremos como marcas do “aparecimento”, defenderemos que o Novo é manifestado através de uma Mancha; caberá ao Pintor a sua justa nomeação segundo o processo de Composição. Depois, veremos qual a relação da Mancha com a linguagem: Mancha que ao ser nomeada se inscreve num sistema de Sinais; Mancha que origina Obra criada, sobre a qual um conjunto sucessivo de Traduções irá dando conta do eco desse absoluto que aconteceu. Finalmente, abordaremos o impacto da Obra na esfera social: como é que o Autor que toma consciência da sua faceta de Produtor poderá ter um papel na mudança da organização política.
| Data de atribuição | out. 2011 |
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| Idioma original | Portuguese |
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| Instituição de premiação | - Universidade Católica Portuguesa
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| Supervisor | Américo Pereira (Supervisor) |
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- Marca
- Mancha
- Sinal
- Pintor
- Tradutor
- Composição
- Autor
- Produtor
- Obra
- Produto
- Novo
- Novidade
- Mudança
- Atualização
O salto do novo: a mancha em Walter Benjamin como origem da novidade
Pena, L. M. M. S. R. (Aluno). out. 2011
Tese do aluno: Dissertação de mestrado