Resumo
Os avanços tecnológicos, a par da mudança social, têm apresentado desafios na concetualização da gravidez. Tal mudança de realidade não tem sido acompanhada pelo direito, o que se manifesta em repercussões no âmbito da proteção subjetiva dos direitos de parentalidade, nomeadamente de acesso à licença parental inicial. Destarte, sob a análise de dois desafios da bioética, a gestação de substituição e a parentalidade trans, procuramos evidenciar o atraso significativo da legislação e da jurisprudência na promoção dos valores sociais de igualdade e de antidiscriminação no domínio da proteção da parentalidade nas relações laborais. Por conseguinte, o presente texto visa recensear as principais coordenadas do direito da União Europeia e do direito nacional em relação à razão de ser da licença parental inicial e pretende compreender de forma sucinta os conceitos operativos que descrevem o universo da gestação de substituição e da parentalidade trans. Evidenciam se as falhas atuais do quadro normativo do direito originário e derivado da União Europeia, não deixando de se assinalar os aspetos, na sua maioria, positivos do quadro jurídico português, para, posteriormente, debatermos quais as soluções que podem garantir uma maior e eficaz proteção destes trabalhadores.| Data de atribuição | 29 jul. 2024 |
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| Idioma original | Portuguese |
| Instituição de premiação |
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| Supervisor | Catarina de Oliveira Carvalho (Supervisor) |
ODS da ONU
Esta tese de estudante contribui para os seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU
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ODS 5 Igualdade de género
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ODS 10 Desigualdades reduzidas
Keywords
- Licença parental inicial
- Parentalidade
- Gestação de substituição
- Gravidez trans
- Antidiscriminação
- Diretiva 92/85/CEE
Designação
- Mestrado em Direito
Citação
- Standard