Os desafios da diversidade cultural nas organizações
: um exercício autoetnográfico sobre o caso da Techworld

  • Gabriela Olívia Neiva de Almeida Martins (Aluno)

Tese do aluno

Resumo

Este estudo é uma autoetnografia (AE) que reflete sobre o efeito da diversidade cultural sobre a conceção e implementação de políticas e práticas de Recursos Humanos (RH) em organizações multinacionais. As vantagens da autoetnografia são notórias, sobretudo porque possibilita uma relação pragmática entre contributos académicos e contextos organizacionais. Isso acontece porque a AE é um método de pesquisa, analítica e interpretativa, que inclui uma autobiografia do autor combinada com análises e interpretações culturais, num contexto específico. Este método permite que o investigador possa participar de forma ativa no estudo, que conecta o pessoal (auto) ao cultural (ethnos), colocando o próprio autor dentro de um contexto social. A diversidade cultural surge como um fator de contingência na gestão de recursos humanos (GRH). Práticas que, no mundo ocidental são valorizadas e bem-vindas, merecem a rejeição de colaboradores provenientes de outras culturas. Aspetos simples, como as férias ou a ligação de câmaras em videoconferências desencadeiam reações diferentes e marcados pelas diferenças de valores, mas também de estilos de vida. As práticas tidas como racionais e universais, por isso, eficientes, podem revelar-se destrutivas e fonte de conflitualidade. A presente autoetnografia possibilitou à autora a consciencialização sobre o impacto da diversidade cultural na sua prática profissional. Proporciona também pistas para outros profissionais que trabalhem em organizações multiculturais.
Data do prémio6 jul. 2022
Idioma originalPortuguese
Instituição de premiação
  • Universidade Católica Portuguesa
SupervisorMaria Isabel G. G. Castro Guimarães (Supervisor) & Eva Dias de Oliveira (Co-Orientador)

Keywords

  • Autoetnografia
  • Diversidade cultural
  • Gestão de pessoas

Designação

  • Mestrado em Gestão

Citação

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