Este relatório de projeto divide-se em duas grandes partes. Na primeira, faço o estado da arte do potencial da paisagem no cinema como elemento de expressão e de significado. A partir deste, analiso duas curtas-metragens portuguesas de ficção, Bunker (Aguilar, 2015) e Noite Turva (Salgado, 2020), escolhidas por integrarem e tratarem a paisagem não como mero cenário da ação dramática, mas como entidade singular dotada de agência e de personalidade. No caso de Bunker, o realizador caracteriza a paisagem através de uma cinematografia escura e sublinha a sua importância na estrutura global do filme, pois reparte, num exercício de montagem acelerada, a mesma atenção entre corpos e paisagem. No caso de Noite Turva, o realizador utiliza a paisagem, concreta e visível, como metáfora do mundo interior das personagens, volátil e invisível. A paisagem vai exercendo a sua força através de silhuetas, texturas e sons, tornando-se também numa personagem. Tendo como referência estes dois filmes, realizei a curta-metragem de ficção Litoral. Seguindo princípios similares no olhar sobre a paisagem, aquela mostra o impacto e as consequências do fenómeno da erosão que afeta uma grande parte da costa portuguesa. Na segunda parte do relatório, descrevo o percurso de desenvolvimento deste filme, nomeadamente as fases de pré-produção, produção e pós-produção. Litoral é a ponta do icebergue de um projeto necessário e que deve ser muito mais amplo, estudar a paisagem como forma de compreender o mundo, de reconhecer as suas transformações e de prever as suas consequências.
| Data de atribuição | 29 mar. 2023 |
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| Idioma original | Portuguese |
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| Instituição de premiação | - Universidade Católica Portuguesa
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| Supervisor | Diogo Costa Amarante (Supervisor) & Daniel Ribas (Co-Orientador) |
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- Paisagem
- Cinema português de ficção
- Bunker
- Noite turva
- Litoral
Paisagem no cinema português de ficção: projeto litoral
Dias, F. C. S. (Aluno). 29 mar. 2023
Tese do aluno: Dissertação de mestrado