Avançar para navegação principal Avançar para pesquisar Avançar para conteúdo principal

Prevalência dos polimorfismos do gene DLX3 em pacientes diagnosticados com taurodontismo na Clínica Dentária Universitária de Viseu

  • Maria Leonor de Freitas Gabão Veiga (Aluno)

Tese do aluno: Dissertação de mestrado

Resumo

Introdução: O processo de desenvolvimento da dentição humana é complexo e distúrbios durante este processo dão origem a manifestações dentárias únicas. O taurodontismo é uma anomalia do desenvolvimento dentário, caracterizada pelo aumento da câmara pulpar e pelo deslocamento apical do soalho pulpar. A etiologia desta anomalia de tamanho continua incerta, contudo existem estudos que indicam a possibilidade de o taurodontismo ser geneticamente transmissível. O objectivo deste estudo foi verificar a prevalência de taurodontismo numa amostra de pacientes da Clinica Dentária Universitária da Universidade Católica Portuguesa (CDU-UCP) e adicionalmente verificar a prevalência dos polimorfismos do gene DLX3 nestes pacientes e seus familiares. Materiais e Métodos: Realizou-se um estudo-piloto desenhado como sendo um estudo epidemiológico observacional transversal onde se avaliou uma amostra de pacientes com idade compreendida entre os 10-30 anos de idade, que dispunham de ortopantomografia no ficheiro informático da CDU-UCP, com o intuito de verificar a existência de taurodontismo. Após a selecção de ortopantomografias com dentes taurodonticos, utilizou-se o método de classificação de Shifman & Chanannel para avaliar as peças dentárias quanto ao grau de severidade. Depois de avaliados e identificados os pacientes com taurodontismo, procedeu-se à recolha de uma amostra de saliva aos próprios e familiares, para pesquisa do polimorfismo no gene DLX3. Resultados: A prevalência de taurodontismo numa amostra de 1369 ortopantomografias foi de 1,75%. A idade média observada nos pacientes com taurodontismo foi de 21,7 e a distribuição de acordo com o género não foi diferente (p<0,05). Dos 627 dentes analisados, 6,54% eram taurodonticos e na sua maioria (58,5%) hipertaurodonticos. O tipo de dente mais prevalente foram os pré-molares (51,2%), e a dentição mais afectada foi a permanente. Conclusão: A prevalência de taurodontismo na população avaliada da CDU-UCP está dentro dos valores encontrados noutros estudos, assim como o grau de severidade do taurodontismo. Contudo, o tipo de dente mais afectado é diferente, sendo o taurodontismo mais prevalente em molares na maioria dos estudos publicados. A falta de resultados na pesquisa do polimorfismo do gene DLX3 com amostras de saliva, leva a concluir que é necessário ajustar procedimentos de recolha e isolamento do ADN para que seja possível a amplificação por PCR dos fragmentos do gene DLX3 contendo a mutação.
Data de atribuição17 set. 2012
Idioma originalPortuguese
Instituição de premiação
  • Universidade Católica Portuguesa
SupervisorMaria José Correia (Supervisor) & Pedro Braga (Co-Orientador)

Keywords

  • Taurodontismo
  • DLX3

Designação

  • Mestrado em Medicina Dentária

Citação

'