Introdução: O processo de desenvolvimento da dentição humana é complexo e distúrbios durante este processo dão origem a manifestações dentárias únicas. O taurodontismo é uma anomalia do desenvolvimento dentário, caracterizada pelo aumento da câmara pulpar e pelo deslocamento apical do soalho pulpar. A etiologia desta anomalia de tamanho continua incerta, contudo existem estudos que indicam a possibilidade de o taurodontismo ser geneticamente transmissível. O objectivo deste estudo foi verificar a prevalência de taurodontismo numa amostra de pacientes da Clinica Dentária Universitária da Universidade Católica Portuguesa (CDU-UCP) e adicionalmente verificar a prevalência dos polimorfismos do gene DLX3 nestes pacientes e seus familiares. Materiais e Métodos: Realizou-se um estudo-piloto desenhado como sendo um estudo epidemiológico observacional transversal onde se avaliou uma amostra de pacientes com idade compreendida entre os 10-30 anos de idade, que dispunham de ortopantomografia no ficheiro informático da CDU-UCP, com o intuito de verificar a existência de taurodontismo. Após a selecção de ortopantomografias com dentes taurodonticos, utilizou-se o método de classificação de Shifman & Chanannel para avaliar as peças dentárias quanto ao grau de severidade. Depois de avaliados e identificados os pacientes com taurodontismo, procedeu-se à recolha de uma amostra de saliva aos próprios e familiares, para pesquisa do polimorfismo no gene DLX3. Resultados: A prevalência de taurodontismo numa amostra de 1369 ortopantomografias foi de 1,75%. A idade média observada nos pacientes com taurodontismo foi de 21,7 e a distribuição de acordo com o género não foi diferente (p<0,05). Dos 627 dentes analisados, 6,54% eram taurodonticos e na sua maioria (58,5%) hipertaurodonticos. O tipo de dente mais prevalente foram os pré-molares (51,2%), e a dentição mais afectada foi a permanente. Conclusão: A prevalência de taurodontismo na população avaliada da CDU-UCP está dentro dos valores encontrados noutros estudos, assim como o grau de severidade do taurodontismo. Contudo, o tipo de dente mais afectado é diferente, sendo o taurodontismo mais prevalente em molares na maioria dos estudos publicados. A falta de resultados na pesquisa do polimorfismo do gene DLX3 com amostras de saliva, leva a concluir que é necessário ajustar procedimentos de recolha e isolamento do ADN para que seja possível a amplificação por PCR dos fragmentos do gene DLX3 contendo a mutação.
| Data de atribuição | 17 set. 2012 |
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| Idioma original | Portuguese |
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| Instituição de premiação | - Universidade Católica Portuguesa
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| Supervisor | Maria José Correia (Supervisor) & Pedro Braga (Co-Orientador) |
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- Mestrado em Medicina Dentária
Prevalência dos polimorfismos do gene DLX3 em pacientes diagnosticados com taurodontismo na Clínica Dentária Universitária de Viseu
Veiga, M. L. D. F. G. (Aluno). 17 set. 2012
Tese do aluno: Dissertação de mestrado