Prevenção da doença invasiva pneumocóccica
: intervenção comunitária a grupo de profissionais de saúde

  • Cláudia Sofia Leitão Domingos (Aluno)

Tese do aluno

Resumo

Introdução: Nos últimos anos, a vacinação foi um dos grandes avanços no campo da medicina e com esta vieram maiores ganhos em saúde para a população a nível mundial. As vacinas, enquanto fármacos, têm uma importância significativa no campo da prevenção de doenças. Nos países industrializados, a incidência da doença invasiva pneumocócica tem uma variação entre 8 a 34 casos por 100 000 habitantes, sendo mais elevado no grupo etário inferior a dois anos de idade e no grupo com idade superior a cinquenta anos (Costa, et al, 2016). No período de 2000 a 2006, a pneumonia adquirida na comunidade representou 3,7% dos internamentos na população adulta em Portugal (Costa, et al, 2016). Para além da idade, são também fatores de risco para o seu desenvolvimento, a existência de comorbilidades e hábitos tabágicos e alcoólicos. A 23 de maio de 2015, a Direção Geral da Saúde (DGS) divulgou a norma 011/2015 com atualização a 6 de novembro de 2015, referente à vacinação contra infeções por Streptococcus pneumoniae de grupos com risco acrescido para doença invasiva pneumocócica (DIP) com mais de 18 anos de idade. Foi com base nesta norma que o projeto de intervenção comunitária foi desenvolvido numa Unidade de Saúde Pública, tendo como população alvo o grupo de profissionais do ACES. Objetivo: Prevenção da doença invasiva pneumocócica num grupo de profissionais de um ACES. Metodologia: A fundamentação teórica baseou-se numa revisão bibliográfica com base em pesquisa realizada no Google Académico, na EBSCOhost, PubMed e em manuais de referência sobre a temática. Utilizou-se a metodologia do Planeamento em Saúde para avaliar necessidades, fixar objetivos, programar a intervenção comunitária, executá-la e avaliá-la. O instrumento de recolha de dados aplicado foi um inquérito em formato digital, que visou identificar o número de profissionais que poderiam ter indicação para cumprir o esquema de vacinação antipneumocócica. A Educação para a Saúde foi a estratégia escolhida tendo por base, como referencial teórico de enfermagem, o Modelo de Promoção da Saúde de Nola Pender. A amostra foi constituída por 120 trabalhadores que participaram de forma voluntária no estudo. Resultados: A aplicação do inquérito eletrónico foi dirigia aos 600 profissionais e foram obtidas 120 respostas, que corresponde a uma amostra de 20% da população. No total de repostas, verificou-se que 28 profissionais apresentavam doença ou condição que se enquadram nas recomendações da vacinação antipneumocócica, porém apenas 4 indivíduos tinham o esquema de vacinação antipneumocócica em dia, o que revela uma baixa adesão. Conclusão: Uma ação estruturada, como a educação para a saúde, com apresentação da informação relevante sobre esta temática e, posterior reforço em consulta de saúde ocupacional, contribui para a obtenção de ganhos em saúde e para um compromisso do indivíduo/grupo com o plano de ação. Considerando as competências do enfermeiro especialista de saúde comunitária e, sendo a comunidade ou o grupo o foco da sua área de atuação, a saúde ocupacional obterá ganhos significativos no âmbito da promoção da saúde, com a participação deste profissional.
Data do prémio23 nov 2021
Idioma originalPortuguese
Instituição de premiação
  • Universidade Católica Portuguesa
SupervisorCândida Rosa de Almeida Clemente Ferrito (Supervisor)

Keywords

  • Vacinação
  • Prevenção
  • Educação para a saúde
  • Saúde ocupacional

Designação

  • Mestrado em Enfermagem

Citação

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