As previsões macroeconómicas desempenham um papel fulcral enquanto suporte de tomada de decisão de política fiscal/orçamental. Estas previsões são alvo de uma extensa análise na literatura. A presente dissertação, foca-se na avaliação da qualidade das previsões macroeconómicas realizadas para Portugal entre 2006 e 2016. São consideradas as previsões a um ano, feitas pelo Ministério das Finanças, FMI, CE e OCDE para o PIB e suas componentes. A qualidade das previsões é avaliada, tendo em conta algumas estatísticas descritivas como o erro previsional, erro médio, erro médio absoluto e desvio padrão. Avalia-se também a capacidade de se prever os turning points existentes. Com base nestes indicadores, é possível comparar e analisar o desempenho das instituições acima referidas. Pretendemos encontrar e comparar determinados padrões e assim, verificar qual dos organismos apresenta uma melhor qualidade previsional. As principais conclusões são: as previsões para o PIB são as que apresentam o erro menor; o Ministério das Finanças aparenta ser a instituição que realiza melhores previsões e que mais rapidamente se reajusta à realidade (após anos com erros mais significativos); a OCDE parece ser a que tem menor qualidade nas suas previsões e a CE a mais lenta a reajustar-se. Verificou-se ainda, que o Ministério das Finanças não é, em média, mais otimista que as outras instituições.
- Qualidade
- Previsões macroeconómicas
- Política orçamental
- Erro previsional
- Mestrado em Economia Empresarial
Previsões macroeconómicas: ciência ou futurologia?
Santos, R. P. M. D. (Aluno). 8 jul. 2020
Tese do aluno: Dissertação de mestrado