O local de trabalho é um setting privilegiado de intervenção no que se refere à proteção e à promoção da saúde dos colaboradores. O enfermeiro do trabalho, intervem em múltiplos contextos, tendo como finalidade a capacitação e empowerment dos colaboradores. Deve focalizar a sua intervenção na promoção, proteção da saúde e bem-estar dos colaboradores bem como na prevenção de acidentes e de patologias associadas ou agravadas pelo desempenho da atividade profissional, fomentando ambientes de trabalho saudáveis e seguros. O estudo descritivo transversal incidiu sobre os colaboradores do Serviço de Patologia Clínica do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, Empresa Pública Empresarial, com o objetivo de contribuir para a deteção e prevenção precoces de fatores de risco, bem como incentivar a adoção de estilos de vida saudáveis. Neste contexto, foram analisados alguns determinantes de saúde que condicionam positiva ou negativamente o estado de saúde. Uma equipa de trabalho jovem (55 colaboradores), com uma média de idades situada nos 42,9 anos, encontrando-se distribuída por cinco categorias profissionais e onde o género feminino é prevalente. Relativamente ao estado vacinal, 44 colaboradores têm a vacina do tétano atualizada e 33 a primovacinação completa da hepatite B. No que diz respeito ao número de refeições que ingerem por dia, a média situou-se nas 4,7 refeições e no número de cafés, a média foi de 2,1 por dia. A média de horas de sono por dia ficou nas 6,8 horas. Mais de metade dos colaboradores pratica exercício físico. Referiram hábitos tabágicos 36,53% dos colaboradores. Apresentam o índice de massa corporal dentro da variação normal 57,44% dos colaboradores; 8,51% registou baixo peso e 34,03% apresentou risco associado de comorbilidades. Relativamente à pressão arterial, 36 colaboradores apresentaram-se entre a TA Ótima e a TA Normal e 12 encontram-se nas categorias de risco. O Teste Interferon Gamma Release Assays foi negativo em 39 colaboradores e positivo em 5. Relativamente à avaliação do risco cardiovascular em 10 anos, segundo a Escala de avaliação do risco cardiovascular de Framingham, 39 colaboradores apresentaram baixo risco, 1 risco médio e 1 alto risco para doença cardiovascular. Ainda segundo a mesma Escala, pudemos observar que a idade real é superior à idade vascular/cardíaca em 19 colaboradores; que a idade real é igual à idade vascular/cardíaca em 3 e que a idade real é inferior à idade vascular/cardíaca em 19. Os dados obtidos constituíram a base do planeamento de intervenções imediatas e futuras a serem desenvolvidas, no âmbito da Enfermagem do Trabalho, pelo Serviço de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho para estes colaboradores.
| Data de atribuição | 2015 |
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| Idioma original | Portuguese |
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| Instituição de premiação | - Universidade Católica Portuguesa
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| Supervisor | Paulo Alves (Supervisor) & Marta Cristina Dias Gomes (Supervisor) |
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- Enfermagem comunitária
- Saúde ocupacional
- Enfermagem do trabalho
- Doenças cardiovasculares
- Escala de Framingham
- Determinantes de saúde
Relatório de estágio
Henriques, A. P. F. (Aluno). 2015
Tese do aluno: Dissertação de mestrado