Resumo
Presenciamos um ressurgimento da doutrina da substância económica, enquanto princípio legal normativo, que proclama um propósito económico genuíno para transações económicas. Compreendemos que o âmbito subjetivo de aplicação da personalidade jurídica no direito privado diverge da sua aplicação no campo tributário. Por sua vez, a doutrina entende o sujeito passivo como uma pessoa titular de uma situação jurídico-tributária passiva. Precisamos de equacionar se a atribuição de personalidade tributária passiva pode depender, em parte, de uma materialização de substância económica suficiente, para dar resposta a construções fiscais ardilosas do contribuinte. Em Portugal, não existe uma definição do que se compreende como substância económica suficiente. O elemento histórico e a jurisprudência dos Danish Cases são necessários para clarificar este princípio. Neste contexto, a Comissão Europeia propôs a adoção da Proposta Unshell, com o objetivo de impedir o acesso a benefícios fiscais de construções puramente artificiais. Este estudo examina estes diferentes prismas da questão, com o objetivo de avaliar a direção recomendada de política fiscal nesta matéria.| Data de atribuição | 2 fev. 2024 |
|---|---|
| Idioma original | Portuguese |
| Instituição de premiação |
|
| Supervisor | Miguel Correia (Supervisor) |
ODS da ONU
Esta tese de estudante contribui para os seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU
-
ODS 16 Paz, justiça e instituições fortes
-
ODS 17 Parcerias para os objetivos
Keywords
- Substância
- Personalidade-jurídica
- Personalidade-tributária passiva
- Cláusula geral antiabuso
- Beneficiário efetivo
Designação
- Mestrado em Direito
Citação
- Standard