A sociedade atual coloca exigências cada vez mais complexas às escolas e aos professores e, numa tentativa de adaptação aos novos tempos e a um novo paradigma educacional, o discurso educativo volta-se cada vez mais para a importância de se desenvolverem novas dinâmicas supervisivas e colaborativas, como forma de dar resposta aos desafios que esta complexidade faz emergir no contexto de trabalho do docente. Por outro lado, a celeridade com que tudo se transforma, exige que se formem indivíduos capazes de refletir e agir sobre a realidade, intelectualmente transformativos e socialmente interventivos, ou seja, capazes de aprender ao longo da vida, de serem autónomos e de se adaptarem a uma sociedade em mudança. A Escola necessita por isso de se transformar, de refletir e reajustar as suas práticas. Como objetivo educacional importante, frequentemente referido em documentos oficiais orientadores, a autonomia do aluno sempre foi uma das minhas inquietações profissionais. É nesse contexto que, em determinado momento do meu percurso profissional, me vi envolvida num processo de experimentação pedagógica, que teve como finalidade primordial o desenvolvimento da autonomia dos alunos e consequente transformação e emancipação, quer destes quer das duas professoras envolvidas. Esta breve experiência surge na sequência da preocupação da prática docente ir no sentido de dotar os nossos alunos de 8º ano de capacidades metacognitivas e reflexivas, que lhes permitam autorregular o seu próprio processo de aprendizagem, assumindo maior responsabilidade na mesma, e tornando-se, desta forma, mais autónomos. Num contexto colaborativo, teve como alicerce, um processo supervisivo de auto e hetero-observação e de reflexão conjunta de saberes, com vista à regulação e (re)construção da atuação docente e, por conseguinte, ao desenvolvimento profissional. O trabalho que aqui apresento leva-ma a indagar e a refletir sobre o impacto desta experimentação na minha atuação docente, sobre o que foi melhor e menos conseguido, sobre o aperfeiçoamento da minha ação nesse contexto. Para além disso, faz-me refletir ainda nas lógicas colaborativas e supervisivas que se estabelecem no quotidiano escolar, nas minhas conceções de autonomia, do que é a escola atualmente, do que é ensinar, e nas transformações que vejo em mim como docente, no final deste percurso formativo.
| Data de atribuição | 17 set. 2014 |
|---|
| Idioma original | Portuguese |
|---|
| Instituição de premiação | - Universidade Católica Portuguesa
|
|---|
| Supervisor | José Matias Alves (Supervisor) & Lília Ana Silva (Co-Orientador) |
|---|
- Autonomia do aluno
- Prática pedagógica
- Supervisão colaborativa
- Prática reflexiva
- Mestrado em Ciências da Educação
Supervisão para a autonomia em sala de aula: marcas de uma experiência pedagógica
Taveira, M. D. F. O. (Aluno). 17 set. 2014
Tese do aluno: Dissertação de mestrado