Este relatório incide na área da supervisão pedagógica, como um alicerce para a construção do saber. Muito se tem falado sobre o sucesso e insucesso dos alunos portugueses, onde os resultados persistem em não ser favoráveis, continuando Portugal a estar na cauda dos resultados menos positivos, a nível dos países da União Europeia. Se para além de vermos as árvores, considerarmos a floresta, verificamos que todo o processo de ensino dos nossos alunos pressupõe o trabalho de muitos e engloba vários fatores. Para ensinar a ensinar é preciso aprender a ensinar e também ao ensinar aprende-se. Todo este processo terá que ter como suporte a supervisão. A literatura consultada sobre a temática da supervisão pedagógica apresenta as várias definições de supervisão, bem como ao contexto histórico sobre o seu aparecimento, dos vários modelos, cenários, estilos e abordagens. A supervisão pedagógica, ao contrário do que se possa pensar, não está somente relacionada com a formação inicial dos futuros professores, mas também com a formação contínua, necessária para a evolução permanente de um profissional aprendente, que é o professor. A formação de professores, seja inicial ou contínua, é realizada tendo como princípio a legislação, pois tudo tem que ser seguido segundo os trâmites do Ministério da Educação. Trata-se de um processo de apoio à formação, sendo esta encarada como uma aprendizagem profissional, que envolve pessoas, cada uma delas com as suas funções. A formação deve ser feita num ambiente de ação-reflexão, envolvendo meios como a observação, o planeamento de atividades, a comunicação e a avaliação. Em todo o processo supervisivo, promove-se a aprendizagem e o desenvolvimento humano e profissional. O objeto essencial da supervisão é a qualidade da formação e do ensino que se pratica ou praticará, não somente em contexto de sala de aula, mas abrangendo também a escola, como um desenvolvimento da qualidade organizacional e profissional dos que nela trabalham, através de uma aprendizagem que pode ser individual, mas num contexto coletivo. Através de uma estrutura ou base, utilizando um determinado modelo, cenário, estilo ou abordagem, implementa-se a supervisão. Como “janelas” para se poderem ver as conceções e não como “muros” que bloqueiam a visão e impedem o processo de aprendizagem, vendo a supervisão num contexto mais abrangente – a supervisão da escola e a supervisão da formação contínua. Todo o ambiente em que se desenrola a supervisão é essencial, promovendo boas relações entre pares e as instituições, ou seja, boas “transições ecológicas”, onde a relação de empatia é meio caminho andado para o êxito. A supervisão deverá constituir práticas críticas e autocríticas, existindo um compromisso ideológico de uma visão de educação e desenvolvimento profissional, como processos de transformação e emancipação, ao nível institucional, cultural e social. Para se ser supervisor ter-se-á que ter uma visão do que é o ensino, orientando os formandos para a construção de uma sociedade democrática. Ser professor é ser profissional com compromisso social, moral e científico, tendo que ter conhecimentos científicos de base e competências de índole educacional, refletindo constantemente sobre os seus atos e resultados obtidos, ou seja, sendo um professor reflexivo, numa escola reflexiva.
| Data de atribuição | 2012 |
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| Idioma original | Portuguese |
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| Instituição de premiação | - Universidade Católica Portuguesa
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| Supervisor | Célia Ribeiro (Supervisor) |
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