Nas últimas três décadas, os municípios portugueses viram reconhecida a sua capacidade técnica e legitimidade política para assumir novas competências e alargar os domínios da sua intervenção na área da educação escolar. No domínio da ação concreta, vários municípios têm acorrido a distintas solicitações das escolas e vão mesmo para além do que a lei obriga. Em finais do século XX, o Estado reconhece níveis distintos de capacidade dos municípios e distingue entre competências universais e competências não universais, abrindo a possibilidade de celebrar contrato com vários deles no âmbito da gestão local da educação escolar e, em 2014, no âmbito do Programa Aproximar, o Governo estabeleceu a figura do “contrato interadministrativo” de delegação de competências por parte da Administração Central na Administração local, apostando na valorização dos municípios e dos diretores das escolas na gestão local da educação escolar. Neste trabalho de investigação, pretendemos compreender o modelo de governação localmente instituído, identificando as principais alterações na organização do Município de Oliveira de Azeméis e na sua relação com as escolas, que resultam da assinatura do “contrato de educação e formação municipal” celebrado com o Ministério da educação, bem como distinguindo as forças e fragilidades identificadas pelos atores locais (escolares e não escolares).
| Data de atribuição | 21 dez. 2017 |
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| Idioma original | Portuguese |
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| Instituição de premiação | - Universidade Católica Portuguesa
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| Supervisor | Joaquim Machado (Supervisor) |
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- Políticas educativas
- Descentralização
- Regulação
- Contrato
- Mestrado em Ciências da Educação
Territorialização da educação em Oliveira de Azeméis: a perspetiva dos atores locais
Martins, E. P. (Aluno). 21 dez. 2017
Tese do aluno: Dissertação de mestrado