The characterization of the possible interaction between the Chlamydia effector tarp and its outative chaperone CT043

  • António José Santos Tedim Sousa Pedrosa (Aluno)

Tese do aluno

Resumo

A Chlamydia trachomatis é responsável por uma das infecções bacterianas sexualmente transmissíveis mais comuns na Europa e nos EUA. Esta bactéria Gram negativa é um patogénico intracelular obrigatório, com um ciclo biológico bifásico, no qual se observam duas morfologias bacterianas diferentes, o Corpo Elementar (CE) e o Corpo Reticular (CR). As formas infectantes desta bactéria são os CEs que têm capacidade de se agregar e invadir as células dos mamíferos. Este processo parece ser dependente do Sistema de Secreção Tipo III (T3SS), permitindo a secreção de efectores de Chlamydia para as células do hospedeiro, os quais modulam o esqueleto de actina das células eucariótas promovendo a invasão. Um dos primeiros efectores secretados pela Chlamydia designa-se TarP (Translocated Actin Recruiting Protein). Efectores ortólogos ao TarP estão presentes em todas as espécies do género Chlamydia. Estes ortólogos apresentam polimorfismos associados com alguns subdomínios, como é o caso o domínio rico em tirosina, que apenas se encontra presente no TarP descrito para C. trachomatis. Apesar das diferenças verificadas nos ortólogos das diferentes espécies de Chlamydia, todos têm a capacidade de recrutar e agregar actina permitindo a internalização da bactéria por parte da célula. Uma vez que, numa fase inicial da invasão, a secreção do TarP parece ser indispensável para a mesma, poderia pensar-se que, para que esta secreção seja eficiente, deve ser facilitada por uma chaperona do T3SS. Estas chaperonas são, normalmente, proteínas de baixo peso molecular (13-16 kDa), com um ponto isoeléctrico acídico e uma estrutura secundária com um motivo α-β-β-β-α-β-β. Através do estudo da estrutura secundária previram-se três chaperonas do T3SS, CT043 (Slc1), CT663 (Slc2) CT088 (Scc1), presentes em CEs de Chlamydia. A interacção destas chaperonas com o domínio N-terminal do TarP (aa 1-200) testou-se através de ensaios de co-imunoprecipitação. Observou-se que, das três chaperonas testadas, o TarP unicamente interage de forma específica com a chaperona Slc1. Tendo como base estes resultados, utilizou-se um ensaio de duplo híbrido para avaliar quais os efeitos que mutações a nível do N-ternimal do TarP (1-100) têm na sua interacção com Slc1. Este estudo teve como objectivo identificar os aminoácidos que estão envolvidos na ligação do TarP à chaperona Slc1. Através da utilização de diversos mutantes no N-terminal do TarP, concluiu-se que a interacção entre o TarP e Slc1 parece depender tanto de aminoácidos específicos como de interacções hidrofóbicas entre TarP e Slc1.
Data do prémiojul. 2011
Idioma originalEnglish
Instituição de premiação
  • Universidade Católica Portuguesa
SupervisorRey Carabeo (Supervisor)

Designação

  • Mestrado em Microbiologia

Citação

'