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Traditional approaches to foreign aid versus innovative ways to tackle development at international level

  • Natalia Stratila (Aluno)

Tese do aluno: Dissertação de mestrado

Resumo

A história da ajuda internacional começa nos tempos coloniais, quando os impérios dominantes forneciam às suas colónias bolsas/subsídios para o desenvolvimento da infraestrutura ou ajuda alimentar. Os fluxos de ajuda intensificaram-se depois da Segunda Guerra Mundial, com o sucesso da implementação do Plano Marshall na Europa. Apesar das enormes quantias de dinheiro que foram dadas especialmente ao continente Africano, os resultados deixaram de aparecer, deixando o continente ainda mais pobre do que antes. Por esse motivo, o objetivo desta tese é perceber quais são as abordagens típicas à ajuda internacional e explorar as alternativas, destacando a “microfinance”. Com a ajuda de dados estatísticos da base de dados do Banco Mundial e Mix Market, foi feita uma análise sobre o impacto da microfinance em quatro países, nomeadamente: Bangladesh, Índia, Quénia e Uganda. Descobrimos que a microfinance é importante para a economia de todos os países analisados na tese. O sector alcança diretamente e indiretamente uma parte significativa da população. Além de empréstimos, as poupanças parecem ser mais importantes para os países Africanos do que para os países Asiáticos. A ajuda oficial ao desenvolvimento recebida em termos líquidos e como percentagem do Rendimento Nacional Bruto é mais pesada/significativa para Quénia e Uganda do que para Bangladesh e índia, crescendo a uma taxa de crescimento anual maior do que o empréstimo médio por devedor. Nos últimos países, observa-se uma situação inversa. No que diz respeito à redução da pobreza, todos os indicadores decresceram durante o período de análise. No Bangladesh e Índia, as mulheres são o principal cliente da microfinance, com uma proporção de 90%, enquanto no Quénia e Uganda esta proporção é aproximadamente 50%, com uma tendência para decrescer. Os resultados sugerem que microfinance não ajuda necessariamente as mulheres a entrar no mercado de trabalho ou assegurar os seus postos de emprego. No que diz respeito ao sector empresarial, o número de pequenas empresas financiadas pelas instituições de microfinance aumentou a uma taxa anual de crescimento maior do que o número total de empresas registadas no país (com a exceção do Quénia). Todos os países analisados decresceram de acordo com o Doing Business Index desenvolvido pelo Banco Mundial, quando comparados com a sua posição em 2006. Contudo, o sector empresarial atravessou mudanças significativas positivas.
Data de atribuição4 abr. 2013
Idioma originalEnglish
Instituição de premiação
  • Universidade Católica Portuguesa
SupervisorSusana Frazão Ferreira Fernandes Pinheiro (Supervisor)

Designação

  • Mestrado em Gestão

Citação

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