As percepções do envelhecimento referem-se ao modo como os indivíduos concebem o seu processo de envelhecimento e, consequentemente, a sua experiencia pessoal de transição para a velhice. Estas percepções implicam uma apreciação individual, reflectindo a forma de pensar dos indivíduos e os julgamentos destes face às suas experiências, podendo influenciar o modo como as metas e objectivos futuros são estabelecidos. O objectivo deste estudo consiste em conhecer as percepções que mulheres “jovens-idosas” (60-64 anos de idade) têm acerca do seu próprio processo de envelhecimento e de que forma se posicionam, face a ele, em termos futuros. Para alcançarmos o nosso objectivo procedemos à realização de três focus group, com mulheres entre os 60 e os 64 anos de idade, casadas, com um nível de escolaridade média baixa e superior, residentes na comunidade. A análise qualitativa dos dados foi realizada com recurso ao NVivo8. Concluímos que, para as participantes deste estudo o envelhecimento é algo que se situa num futuro muito longínquo, razão pela qual referem não estar preocupadas com o avançar da idade. Verificamos, ainda, que a forma como o envelhecimento é percepcionado é em grande parte influenciado pela observação dos outros e pelos media. As participantes deste estudo referem ainda não terem objectivos definidos para depois dos 65 anos, quer pelo facto de considerarem irrealista definir objectivos para o futuro na idade em que se encontram, quer devido à situação económica que o país atravessa.
| Data de atribuição | 2012 |
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| Idioma original | Portuguese |
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| Instituição de premiação | - Universidade Católica Portuguesa
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| Supervisor | António Manuel Fonseca (Supervisor) |
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Trajectórias de envelhecimento e percursos imaginados de velhice em mulheres "jovens-idosas"
Moreira, S. M. B. A. (Aluno). 2012
Tese do aluno: Dissertação de mestrado